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Como valorizar um imóvel antes da obra: 6 decisões que fazem toda a diferença

  • Foto do escritor: Fernanda Martins | Arquiteta e Urbanista
    Fernanda Martins | Arquiteta e Urbanista
  • 14 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 15 de ago. de 2025


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Onde a arquitetura estratégica impacta custo, prazo e velocidade de venda.


Imóveis que se destacam no mercado têm algo em comum: foram planejados para isso desde o início. Antes do primeiro tijolo, já é possível definir custos com mais precisão, mitigar riscos e posicionar o imóvel para vender mais rápido.

A seguir, compartilho seis decisões práticas que aplico nos projetos e que ajudam a aumentar o retorno desde as fases iniciais:


1) Escolha do terreno com olhar técnico

Uma análise precisa do terreno evita custos invisíveis e decisões equivocadas..


  • Urbanístico: zoneamento, recuos, taxas de ocupação, restrições ambientais ou patrimoniais.

  • Físico: insolação, ventos, ruídos, vizinhança, topografia (que impacta fundação, muros e contenções).

  • Operacional: acessos, fluxo de veículos e pedestres, carga/descarga, dimensionamento de vagas.


🎯 Benefício: menos surpresas, melhor aproveitamento da área vendável e cronograma mais realista.


2) Layout como investimento — cada m² precisa performar

Plantas eficientes reduzem custo de obra e aumentam desejo de compra.


  • Concentração de áreas molhadas, modulação de vãos e mobiliário.

  • Circulações enxutas e setorização inteligente.

  • Infraestrutura preparada (esperas/shafts) para futuras adaptações.


💡 Resultado: obra mais rápida, menos desperdício e melhor experiência de uso — o que valoriza o produto.


3) Flexibilidade que amplia mercado

Projetos com potencial para múltiplos usos resistem melhor às mudanças do mercado.


  • Vãos estruturais bem posicionados, pé-direito adequado, infraestrutura neutra.

  • Permitem conversões simples (ex.: consultório ↔ escritório; estúdio ↔ 1 dormitório).


🔄 Vantagem: maior liquidez, com mais opções de venda ou locação sem necessidade de reformas pesadas.


4) Sistema construtivo que reduz risco

Como construir é tão estratégico quanto o que construir.


  • Soluções híbridas (pré-fabricados, seco, alvenaria estratégica) tornam o canteiro mais limpo, prazos menores e cronogramas mais previsíveis.

  • Padronização e repetição inteligente diminuem perdas e retrabalhos.

  • Compatibilização entre projetos (BIM) evita interferências.


📉 Na prática: menor custo financeiro, entrega mais rápida e menos imprevistos.


5) Fachada e conceito que vendem desde a planta

A fachada posiciona o imóvel e influencia diretamente na decisão de compra.


  • Volumetria clara, proporções equilibradas, paleta de materiais alinhada ao público-alvo.

  • Materiais com bom desempenho e manutenção viável.

  • Paisagismo e iluminação que realçam o conjunto arquitetônico.


✨ Impacto: mais atenção, mais visitas e maior valor percebido.


6) Documentação e conformidade = liquidez

Sem documentação completa, o imóvel perde atratividade e segurança jurídica.


  • Projeto completo, memoriais, RRT e conformidade com as normas.

  • Aprovação junto aos órgãos competentes e atenção à acessibilidade, segurança e desempenho.


📑 Resultado: viabiliza financiamento, registro e reduz riscos para quem compra ou investe.


Conclusão

Valor de mercado começa no projeto. Quando terreno, layout, sistema construtivo, fachada e documentação estão bem definidos desde o início, o imóvel custa menos para executar, fica pronto mais rápido e vende melhor.


Quer aplicar isso ao seu imóvel? Agende uma reunião e receba um roteiro inicial com as decisões prioritárias para o seu caso.



 
 
 

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Criado por Fernanda Martins Arquitetura

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